As instituições de pesquisa, movimentos sociais, coletivos, entidades  governamentais e ONGs, assim como os indivíduos abaixo assinados manifestam-se a favor da livre expressão na Universidade e repudiam com veemência a instalação de uma Comissão Sindicante e a convocatória do Professor Marcos Sorrentino e de outro servidores para uma oitiva pela direção da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP) com a finalidade de investigar uma atividade acadêmica organizada em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras 20 entidades e grupos de extensão que atuam em Piracicaba.

 

De caráter nitidamente intimidatório e autoritário, a ação também denota triagem ideológica dada a seletividade e diferença de tratamento demonstrado em relação a outros eventos (de perfis mercadológicos), em detrimento a este, essencialmente social e voltado para uma justa causa (da agricultura familiar, da agricultura campesina e da agroecologia) que remonta a desafios históricos e estruturais que o nosso país ainda não superou, relacionados à questão da concentração fundiária, da desigualdade social e da degradação ambiental.

 

Ao invés de adotar a prática democrática do diálogo para a busca de eventuais esclarecimentos ou entendimentos, optou-se por utilizar a frieza de um procedimento formalmente burocrático, imprimindo ao ambiente desta instituição pública os signos de um tempo de exceção e obscurantismo que torna a assombrar o país. Este assombro também se expressa por meio das múltiplas faces e ações derivadas do golpe em curso desde agosto de 2016, lesionando não apenas a Constituição de 1988 e o estado democrático de direito, mas também ameaçando direitos sociais essenciais e a soberania nacional.

 

A característica do ato burocrático empreendido pela Comissão Sindicante instalada pela ESALQ/USP se soma a uma indigesta agenda regressiva e epistemologicamente colonizadora, que se vale de antivalores como a apologia do ódio ao diferente, de escolas sem pensamento crítico, de criminalização de movimentos sociais, de censura e outras expressões de barbárie.

 

Entendemos também que este ato vai contra os princípios de uma universidade democrática, comprometida com a sociedade e que busca o diálogo para a construção de um mundo mais justo e solidário.

 

Por tudo isso, e também por vermos afrontada a trajetória digna, solidária, altiva e luminosa de um grande mestre (inconfundivelmente comprometido com um Brasil, uma América Latina e um mundo mais justo, pacífico, democrático e sustentável, é que manifestamos a nossa indignação contra a tentativa de naturalização da opressão.

 

Esperamos que a nossa expressão reverbere em apoio a todos os servidores da USP e todas as pessoas que lutam pela reforma agrária, às organizações de base e aos movimentos sociais, assim como em uma universidade mais comprometida com o povo e que contribua para o restabelecimento da democracia no nosso país.

 

Assinam:


1.     MOVIMENTO REBELIÃO

2.     Argonautas Ambientalistas da Amazônia

3.     Associação Brasileira de Homeopatia Popular, ABHP

4.     Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular

5.     Blog Negro Belchior - Carta Capital

6.     Central Única das Favelas, CUFA

7.     Centro Burnier Fé e Justiça, CBFJ

8.     Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès, CDHDMB

9.     Centro de Estudos Ambientais (CEA)

10.   Centro de Pastoral para Migrantes

11.   Coletivo Educador Ipê Roxo

12.   Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Apodi Mossoró - CBHAM

13.   Comitê de Bacia: Ong Vivacidade

14.   Comunidades Aprendentes em Educação Ambiental, Ciências e Matemática da FURG

15.   Conselho Indigenista Missionário, CIMI

16.   Curso de Especialização em Educação Ambiental Campesina, EAC-UFMT

17.   Educadores Ambientales en Red de Argentina

18.   Fórum de Direitos Humanos e da Terra, FDHT-MT

19.   Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento, FORMAD

20.   Fundo Brasileiro de Educação Ambiental, FunBEA

21.   Grupo de Educação Ambiental da UFPA

22.   Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental da Ufscar (Gepea-SC)

23.   Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental do Estado de Sergipe - GEPEASE

24.   Grupo de estudos e pesquisa em educação ambiental para Sociedades, UESB/BA

25.   Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade, GEPEADS-UFRRJ

26.   Grupo de Estudos e Pesquisas em Ecologia Política, UFF

27.   Grupo de estudos e pesquisas em Educação Ambiental da UFJF 

28.   Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde el Sur - Geasur, Unirio

29.   Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente/UFPA

30.   Grupo de Estudos Sobre Os Fundamentos da Educação Ambiental Popular, FURG

31.   Grupo de Pesquisa Análise e Planejamento Ambiental da Paisagem e Educação Ambiental - AnPAP-EA/UNISUL

32.   Grupo de Pesquisa Educação Estudos Ambientais e Sociedade – GEEAS, Univali

33.   Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental – GPEA, Unesp

34.   Grupo de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (PGEA), Unesp Tupã

35.   Grupo de Pesquisa SobreNaturezas, RS (CNPq)

36.   Grupo de Trabalho em Educação Ambiental, GT 22 - ANPEd

37.   Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA-UFMT

38.   Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade

39.   Instituto Caracol, ICA

40.   Instituto de Salud Socioambiental Fac Cs Médicas (UNR/Rosário-Argentina)

41.   Instituto Ecoar pela Cidadania

42.   Instituto Gaia

43.   Instituto Paulo Freire

44.   Instituto Pró Terra

45.   Instituto Teko Porã Amazônia

46.   Laboratório de Investigações em Educação, Ambiente e Sociedade – LIEAS, UFRJ

47.   Laboratório de Sistemática e Ecológica Vegetal – UERN

48.   Movimento de Educação Popular da América Latina e Caribe - CEAAL

49.   Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, MST-MT

50.   Mutirão Agroflorestal

51.   Núcleo de agroecologia apete - caapuã

52.   Núcleo de Estudos em Agroecologia e Nova Cartografia Social /UFRB

53.   Núcleo de Pesquisa, Extensão e Educação Ambiental NUPEEA /UFSB - BA

54.   Ouvidoria Geral da Defensoria Pública MT

55.   Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, PPGEA – FURG

56.   Programa de Pos-Graduação em Gestão dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Local da Amazônia/Ppgedam do Núcleo de Meio Ambiente/NUMA/UFPA

57.   Rede de Educação Ambiental da Alta Paulista (REAP)

58.   Rede de Educação Ambiental de Alagoas (REAAL)

59.   Rede de Educação e Informação Ambiental de Goiás, REIA-GO

60.   Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática, REAJA

61.   Rede Lusófona de Educação Ambiental, REDELUSO

62.   Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental, REMTEA

63.   Rede Nacional de Juventude e Meio Ambiente, REJUMA

64.   Rede Paraense de Educação Ambiental

65.   Rede ProsEAndo – Ribeirão Preto

66.   Rede Sul-Brasileira de Educação Ambiental, REASul

67.   Rede Trilha da Vida de Formação em Educação Ambiental por Biomas Brasileiros

68.   Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis, RUPEA

69.   Rizoma, UEFS

70.   Sala Verde Observatório de Educação, Saúde, Cidadania e Justiça Socioambiental - Vale do Itajaí -SC

71.   Uneafro Brasil

Nenhum direito a menos!

Por uma universidade democrática!

Pela anulação do golpe!

Pela volta da democracia!

Dia 10 de novembro teremos paralisação de docentes e técnicos,  acompanhando a paralisação nacional, marcando a véspera da data de implementação da Contrarreforma Trabalhista. Nesta data, não teremos expediente de secretaria.

Confira o Edital de Doutorado 2018 >>Clique Aqui<<

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Informações exclusivamente no edital. 

O Núcleo de Desenvolvimento Social e Econômico da Universidade Federal do Rio Grande – NUDESE vem, desde sua constituição em 2003, buscando contribuir com iniciativas de trabalho associado como forma de geração de trabalho e renda, dentro dos princípios da Economia Popular Solidária e do comércio justo e solidário, os quais buscam uma prática humanitária e ecológica de produção.

Essa é uma alternativa de consumo que existe em várias partes do mundo, com inúmeros exemplos de sucesso, como é o caso do Bem da Terra, localizado na cidade de Pelotas e que hoje organiza 18 núcleos de consumo, totalizando mais de 400 consumidores. Através do consumo responsável procura-se mudar a relação existente entre as pessoas e seus alimentos, além de buscar a conscientização socioambiental dos participantes. Para isso, é necessário que cada um faça sua parte como colaborador da iniciativa, seja produtor ou consumidor.

O Grupo de Consumidores Responsáveis tem como sede o Armazém de Economia Popular Solidária, que é um espaço de comercialização da economia solidária em Rio Grande. Dispõe de uma Feira Virtual, onde os consumidores adquirem produtos oriundos de empreendimentos econômicos solidários – artesanatos, pescados, produtos orgânicos: hortifrutigranjeiros, sucos, laticínios, grãos e cereais, entre outros. As encomendas são realizadas entre segunda e quinta- feira de cada semana através da plataforma virtual cirandas.net e a separação e entrega dos produtos acontece as sextas-feiras a tarde e aos sábados pela manhã. Se você tem interesse em conhecer melhor esta proposta, entre em contato conosco através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou através dos telefones (53) 984078049 – NUDESE ou (53) 991182738 – Lucinha.

 

A oficina que acontecerá na FURG na próxima sexta-feira (27) é gratuita e não precisa fazer inscrição. Será realizada na sala 4103, prédio 4, a partir das 9h30.

Prof. Dr. Carlos Machado, Prof. Dra. Dione Kitzmann e os Doutorandos Everton Ferrer, Solana Gonzalez e Daniela Pieper do PPGEA/FURG, participam de 17 a 21 de outubro, do Curso de Desarrollo Sustentable em CURE -Maldonado -UDELAR-UY, como parte do processo de internacionalização do Programa de Pos-Graduação em Educação Ambiental -FURG. O curso está sendo ministrado pelos professores Drs. Guillermo Foladori (Mexico) e Humberto Thomasino ( UDELAR UY).